segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Sereia do Mississipi (Mississippi Mermaid) - 1969


Depois de um namoro por correspondência, Louis Mahé, dono de uma fazenda e de uma fábrica de tabaco na Ilha da Reunião, África, se casa com Julie Roussel, mesmo ela não parecendo com a foto que lhe mandou antes. Ele não sabe, mas Julie está envolvida num caso de uma mulher que foi assassinada, no passado, em circunstâncias misteriosas. Esse fato e o amor de ambos mudará a vida de Louis completamente, fazendo-o se aproximar cada vez mais da ruína e da morte.

TÍTULO ORIGINAL: La sirène du Mississippi
ANO DE PRODUÇÃO: 1969
TIPO DE FILMAGEM: Eastmancolor ®
ELENCO :Jean-Paul Belmondo, Catherine Deneuve, Nelly Borgeaud
DIREÇÃO: François Truffaut
ROTEIRO: Cornell Woolrich

GALERIA DE FOTOS (+18)


TRAILER DO FILME em 360p

Crítica do Filme por Cainã Moura

"Deslumbrante! Uma saudação romântica ao amor"
- LOS ANGELES TIMES-

É como diz o trailer: Belmondo, Catherine, Truffaut. Tem combinação mais perfeita? Uma igual a essa, só a combinação da Catherine com o Buñuel!
Mais um filme francês que mistura a arte, "loucura" e erotismo, e agora eu pergunto a vocês: qual é o filme francês que não tem esses requisitos? São quase uma característica "clichê" para filmes franceses. Deneuve, que é muito conhecida pelo filme "A Bela da Tarde" dirigido por Luis Buñuel, é conhecida também por sua extrema sensualidade, que claro, Truffaut soube explorar muito bem este requisito, como vemos nas duas últimas imagens acima.
Novamente, Truffaut homenageia Alfred Hitchcock nas cenas do filme, como a trilha sonora repetitiva, causando desconforto e pânico, a cena do detetive caindo da escada (alusão a cena também muito parecida do filme "Psicose") e também ao suspense e outras técnicas bem parecidas com a do diretor inglês. Não sei se por coincidência, mas o mesmo escritor do livro que deu origem ao filme, também escreveu "Janela Indiscreta", de Hitchcock. Tem gente que até diz que é o filme mais Hitchcockiano de Truffaut.
A técnica de filmagem é incrível, cheio de externas lindas, bem filmadas, e cenas aéreas ótimas, além de planos de filmegens e edições que igualavam de certa forma, a maneira de filmagem dos filmes de Alfred.
Deneuve e Belmondo são daqueles personagens em que não sabemos se sentimos pena, ou raiva. Julie (Deneuve) é uma mulher mentirosa, dissimulada e que é capaz de fazer tudo por dinheiro, e podemos perceber isto em várias cenas iniciais do filme. Mas ao mesmo tempo, percebemos que ela amava Louis (Belmondo), mas sempre se irritava, brigava ou destratava Louis pela falta de dinheiro. Louis é um homem, se podemos dizer, idiota. Quem assiste não sabe ao certo, se podemos torcer para que ele se dê bem ou mal no final da história. Realmente, quem conhece uma mulher por classificados de jornal, casa-se e em pouco tempo cria um conta conjunta recheada com mais de 26 milhões, o que ele queria? Por amor, ele fica totalmente a mercê dos comandos de Julie, seja lá o que ela fizer, ele acaba encobrindo, aceitando e a perdoando. Seja por ela ter roubado 26 milhões da sua conta bancária ou ter tentado envenena-lo, não importa, ele é totalmente perdido por ela e faz todas as suas vontades.
Na realidade, muitas pessoas não conseguem entender o final do filme, não tem capacidade de enteder o desfecho e acabam dizendo que o filme é ruim, só porque ele acaba do jeito que realmente deve acabar. As vezes, não tem a mente aberta para entender filmes com final meio complexo e um pouco vago, que exigem que o espectador "pense" e tire suas proprías conclusões sobre o final. E como todo filme Francês que se prese, cada um tem a sua opinião e concepção de entendimento para o desfecho, mas eu acredito que o final do filme quis expressar que, mesmo ela fazendo ele de "gato e sapato", o maltrantando e pisando sempre na bola, ela o amava e ele também a amava, um amor meio estranho, tudo bem, mas sempre ela voltará atrás das mancadas que cometeu, se lamuriando e pedindo perdão, e ele vai continuar perdoando, por amor...É como o próprio Louis disse no filme: "Eu a amo incondicionalmente, mesmo que ela seja má"...

> CURIOSIDADES:

> O filme é dedicado a Jean Renoir, que dirigiu e encenou no filme "A Regra do Jogo" de 1939.
> O título original francês é escrito "La Sirène du Mississipi" (um P) em algumas fontes, e "La Sirène du Mississippi" (dois Ps) em outras fontes.
> O filme foi refilmado em 2001 por Michael Cristofer, com Angelina Jolie e Antonio Banderas.
> O roteiro foi baseado no romance Waltz into Darkness, do escritor norte-americano Cornell Woolrich, também autor de Janela Indiscreta (1954) de Alfred Hitchcock. 

> TUDO SOBRE O DVD (Versátil Home Video - 2009) :

> O filme tem um qualidade de som e imagem boa. A imagem não é totalmente limpa, ainda com riscos, como filme masterizado, mas não remasterizado.
> Não existe opção de dublagem, somente o áudio Francês em 2.0.
> A arte da capa é muito linda e bem feita, com uma imagem do filme também por dentro da capa.
> O timbre do nome de "Edição Especial" na capa não é para menos. O DVD é repleto de extras, como trailers de vários filmes de Truffaut e um especial sobre a "Vida e obra de François Truffaut".
> A edição da Versátil Home Video é uma parceria com a MGM DVD.

Por isto este filme merece:

 4 ESTRELAS


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Monte Carlo - 1930

Condessa Helene Mara ia casar-se (por dinheiro) com o Príncipe Otto von Liebenheim, mas abandona-o na última hora e parte de trem para Monte Carlo. Lá, começa a fazer a ronda dos cassinos e perde tudo que tinha. Subitamente, um estranho pede para tocar seu cabelo para ter sorte. No entanto, é a própria condessa que recupera tudo que tinha perdido. Daí, ela o contrata como cabeleireiro e secretário particular e eles acabam se apaixonando, porém o casamento é impossível, já que ele não pertence à nobreza. Quando o antigo noivo volta a procurá-la e a leva à ópera, Helene Mara descobre que seu amante é, na verdade, o rico Conde Rudolph Falliere. Portanto, já não existem empecilhos para o matrimônio...

TÍTULO ORIGINAL: Monte Carlo
ANO DE PRODUÇÃO: 1930
TIPO DE FILMAGEM: Preto & Branco
ELENCO :Jeanette MacDonald, Jack Buchanan, Claud Allister, Zasu Pitts
DIREÇÃOErnst Lubitsch
ROTEIROHans Müller


TRECHO DO FILME

GALERIA DE FOTOS

Crítica do Filme por Cainã Moura

" Um toque parisiense, imaginação vívida, melodias deliciosas e atuações inteligentes"
-MORDAUNT HALL , THE NY TIMES-

"Monte Carlo" é um musical de 1930, um dos primeiros filmes falados da história, que leva a fama por ser uma das melhores comédias musicais de todos os tempos. 
Com piadas e diálogos bem sacados, Jeanette MacDonald e Jack Buchanan (que também fez o musical "A Roda da Fortuna" de 1953, com Fred Astaire e Cyd Charisse), dão um show de interpretação e de voz, longe de ser um filme muito lírico, a película é embalada pela famosa música "Beyond The Blue Horizon" que é repetida no filme diversas vezes.
O roteiro de Hans Müller é baseado na obra de Booth Tarkington que leva o nome de "Monsieur Beucaire", que também levou o mesmo nome em uma opereta de 1919 de André Messager. Não foi só por ai que a história de Tarkington foi adaptada. Além de "Monte Carlo", a história teve versões na Broadway, um filme com Rudolph Valentino de 1924 e dezesseis anos mais tarde, Bob Hope também tratou de fazer a sua versão. Mas em nenhuma outra podemos ver a beleza, esplendor e alegria que vemos em "Monte Carlo".
O filme tem momentos de comédia e a diversão vai crescendo ainda mais a cada minuto que o filme passa.
A presença cômica e os trejeitos de cada ator, em especial do ator Claude Allister, o Príncipe Otto, faz do filme ainda mais engraçado e mais especial, com um toque a "là Chaplin". 
As filmagens são ótimas, com incríveis cenas externas como a cena na viagem de trem da Condessa com destino a Monte Carlo. Com características das ditas "comédias românticas modernas", é um daqueles filmes que são atemporais e nunca envelhecem por ter o toque de humor no momento certo.
O filme está repleto de cenas e músicas memoráveis que nos fazem lembrar como começou a era dos grandes musicais de ouro de Hollywood. Simplesmente esplêndido e bonito de ser ver, e ouvir cada minuto da obra prima dos musicais. 

> CURIOSIDADES:

> Por ser tão conhecida, a música "Beyond The Blue Horizon", foi diversas vezes regravadas, uma delas pela cantora Lou Christie em 1970.
> Uma das mais de 700 produções da Paramount, filmado entre 1929 e 1949, que foram vendidos a MCA / Universal, em 1958, para distribuição na televisão, e ter sido detida e controlada pela Universal desde então.
>A canção "Beyond the Blue Horizon", cantada no filme, tornou-se a canção-tema para o resto da vida da atriz Jeanette MacDonald.
> Durante a Segunda Guerra, a música "Beyond the Blue Horizon" mudou a sua letra, de "Além do horizonte azul encontra-se o sol nascente" para "... reside o sol que brilha", porque o Sol Nascente era o símbolo do inimigo dos Estados Unidos, o Japão. 

>TUDO SOBRE O DVD (Classic Line DVD)

> O filme tem uma qualidade de imagem e som incrível. Totalmente límpida e excelente...
> O filme não existe opção de Dublagem, somente áudio em Inglês. Mas com uma qualidade esplêndida em 5.1 Dolby, mas também com a opção inferior 2.0 Dolby.
> Arte de capa também linda e totalmente bem feita, com luva e acabamento externo e interno perfeito.
> O Menu e extra são animados e bem feitos, com Extras básicos, como um chamado "Clipe Remix" feito pela distribuidora , além de um cartaz do filme.
> Realmente, a Classic Line DVD está de parabéns com o que diz respeito a qualidade. Nota 10 para a distribuição do DVD.

Por isso esse filme merece:

5 ESTRELAS

SELO GOLDEN FILM



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Istambul (Istanbul)- 1957


Jim Brennan (Flynn) acaba acidentalmente se tornando o portador de uma enorme herança em diamantes, e passa a ser procurado por diversos trapaceiros. Sua noiva Stephanie (Cornnel Borchers), suspeita de estar escondendo as pedras, acaba sendo atacada e queimada até a morte. Cinco anos depois, ainda cheio de dor e arrependimento, Jim retorna a Istambul para recuperar os diamantes que havia escondido, e acaba por encontrar Stephanie viva e casada com outro homem (Torin Tatcher). Mas seu grande amor está sofrendo de amnésia e o rosto de Jim parece ter desaparecido completamente de sua memória...



TÍTULO ORIGINAL: Istanbul
ANO DE PRODUÇÃO: 1957
TIPO DE FILMAGEM: Technicolor®
ELENCO: Errol Flynn, Cornell Borchers, Nat 'King' Cole, John Bentley
DIREÇÃO: Joseph Pevney
ROTEIRO: Barbara Gray


GALERIA DE FOTOS

CRÍTICA DO SITE por CAINÃ MOURA

"Uma aventura estonteante..." - Classic Line DVD

Este é um pequeno grande filme (com somente 85 minutos), que conta com uma mistura de amor, mistério, suspense e aventura. Quem imaginaria que num "singelo" presente de casamento iria vir um verdadeiro "presente de Grego"? O pequeno presente escondia uma quantia de U$$ 200.000.00 em Diamantes, a partir deste dia, a vida Jim Brennam, vivido por Errol Flynn, e de sua esposa Stephanie, vivida por Cornnel Borchers, não foi mais a mesma. Eles começaram a passar por maus bocados, desde tentativa de assassinato, sequestro e morte, até Stephanie ser dada como morta depois de um incêndio em seu apartamento e tempos depois ele descobrir que ela estava viva, mas, sem memória...
Percebeu que nesta trama toda, envolve vários tipos de enredos? Mas, dentre tantos tipos de classificações, o filme recebeu a característica de "Romance". Errol e Cornnel fazem um par perfeito, apesar de passarem pouco tempo juntos e ela ainda ter uma falha na memória e esquecer-se dele, tornando alguns dos seus encontros em cena ainda mais difíceis e sem romantismo. Ainda temos no filme a presença do cantor Nat 'King' Cole que cantou o inesquecível sucesso 'When I Fall In Love'. Ainda assim um pouco cansativo, o filme tem suas particularidades, é visualmente bonito, mostrando externas da cidade e filmagens aéreas na abertura, tem uma trama boa e os atores convencem bem em cena.
O filme passou por um época de aprimoramento nas cores e tecnologia, deixando o filme ainda mais interessante. Ainda assim, percebe-se em uma cena que a paisagem ao fundo da varanda do hotel é um pintura da cidade, mas mostrada muito rápida, ficando até difícil de perceber se não prestar muita atenção.
Mesmo sendo considerado ser similar ao filme "Casablanca", o filme não recebeu muita popularidade aqui no Brasil, nem mesmo em seu país de origem. Por conta disso, é muito difícil achar alguma informação, trailer, ou qualquer coisa relacionada ao filme.
A cena final é realmente incrível e de encher os olhos, para quem pensa que teria um final ruim, uma reviravolta na história acontece em menos de cinco minutos, digno dos bons filmes de Romance...

> CURIOSIDADES

> Refilmagem do clássico Singapore (1947), com Ava Gardner.
> Dois anos depois da filmagem, Errol Flynn morreu por complicações com o alcoolismo.
> Último filme de Peggy Knudsen
> Para Errol Flynn aparecer em cena, ele recebeu U$$ 13.500 por semana.

> TUDO SOBRE O DVD (Classic Line DVD)

> O DVD tem um imagem regular, qualidade semelhante a filme não remasterizado.
> Não exite dublagem, o filme é somente disponível com Legendas.
> Apesar de na capa eles citarem que o DVD é Versão Especial, não há nada que faça merecer essa característica, pois não existe Extras no DVD, nem ao menos um trailer, ou Biografias, que são extras básicos em qualquer DVD que se prese. O disco conta somente com Seleção de Cenas e opção das Legendas.
> Arte de Capa normal, sem muitos atrativos, mas isso não quer dizer que ela seja mal feita...

Por isso esse filme merece:
3 ESTRELAS



FONTES: Cine Review - IMDb

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Retorno de Valdez (Valdez Is Coming) - 1971

Apesar da demora, uma nova postagem foi feita! E como eu disse, apesar dos atrasos, o Blog não sairá do ar. Mas o importante mesmo é que o blog fez 2 anos de aniversário! Vamos dar os parabéns ao blog, e que muitos anos mais estejam por vir...


Burt Lancaster está na pele de um homem da lei mestiço americano e mexicano, um exército de um homem só, que se envolve numa verdadeira saga de doação e redenção. Este filme recria com maestria a fronteira do Oeste americano - um lugar onde a vida às vezes não vale nada... Mas a honra nunca tem preço. Quando se trata de manter a paz, o xerife Bob Valdez sempre foi a voz da razão num mar de caos. Mas Frank Tanner é outro tipo de homem: invejoso, impulsivo e bruto até a alma. Então quando Tanner provoca um tiroteio que resulta na morte de um inocente, Valdez se despe de seu uniforme oficial, agarra as suas armas e vai à procura de justiça e vingança a qualquer custo.

TÍTULO ORIGINAL: Valdez is Coming
ANO DE PRODUÇÃO: 1971
TIPO DE FILMAGEM: DeLuxe®
ELENCO: Burt Lancaster, Susan Clark, John Cypher, Barton Heyman
DIREÇÃO: Edwin Sherin
ROTEIRO: Roland Kibbee

TRAILER DO FILME em 360p

GALERIA DE FOTOS

CRÍTICA DO SITE por CAINÃ MOURA

Nesse violento Western de 1971, cheio de sangue, assassinatos, tiros, brigas, tortura e no melhor estilo "Spaghetti Western", Burt Lancaster,Susan Clark e todo o elenco dispensam qualquer comentário. Mas não só de elenco se faz um filme, as belas locações reais nos terrenos montanhosos da fronteira do México e a utilização de índios e camponeses Mexicanos dá mais enfase ao filme. 
A atuação de Lancaster como o xerife Valdez é incrível, que tenta nos passar uma personalidade "boazinha" e de certa forma "ingênua", esconde uma lado vingativo e impiedoso de uma pessoa que é submetida a torturas e é humilhado. 
Mesmo com uma certa idade, aqui com seus 58 anos, Lancaster não perdeu sua maneira de atuar bem como nos filmes "A um passo da Eternidade" (1953) e "O Julgamento de Nuremberg (1961). A bela e infeliz Gay Erin, vivida por Susan Clark de "Aeroporto 1975" e "Meu nome é Coogan" (1968), que apesar do nome, não é nada feliz, não esboça um sorriso sequer em todo o filme. 
A famosa cena em que Valdez é crucificado é a mais importante e talvez a mais conhecida cena do gênero Western. Apesar de não parecer muito atrativo, o filme é uma ótima opção para quem quer passar o tempo, apesar da história ser o típico enredo dos filmes de faroeste, a sede de vingaça e a mocinha do vilão raptada pelo herói.
Apesar do final deixar muito a desejar, "O Retorno de Valdez" ou como título alternativo, "Quando os Bravos se encontram" tem uma história simples, mas que por trás dela há um bom filme que proporciona um bom entretenimento.

> CURIOSIDADES:

> O filme é baseado num romance de Elmore Leonard, que leva o mesmo nome do filme.
> Embora este filme não seja um " Spaghetti Western ", foi filmado no sul da Espanha em locais usados ​​por cineasta italianos como Sergio Leone. 
> O filme recebeu na época críticas negativas, sendo caracterizado como um filme "lento e irregular". Porém a presença de Lancaster na tela foi muito elogiada.

> TUDO SOBRE O DVD (NePal Films/Look Films)

> O DVD lançado pela desconhecida NePal Films tem uma imagem excelente, diferente de muitos exemplares que eles colocaram no mercado.
> O som tem a opção de Dublagem em Português e também a original em Inglês.
> A legenda tem um grande erro, nos últimos minutos do filme, a legenda desaparece, perdendo vários diálogos do filme. Ou seja, novamente eles fizeram um filme que ou você assiste Dublado, ou não assiste, assim como O Diabo feito Mulher (1952).
> O menu é totalmente básico, sem nem ao menos a opção de escolha de cena.
> A arte da capa é paupérrima, e sem atrativo nenhum. Totalmente amador...

Por isso esse filme merece:

4 ESTRELAS




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Num dia claro de Verão (On A Clear Day You Can See Forever) - 1970


Para agradar o noivo conservador Warren e conseguir parar de fumar em cinco dias, a estudante universitária Daisy Gamble procura o professor de psiquiatria Marc Chabot na intenção de que ele resolva seu problema por intermédio do hipnotismo. Durante uma dessas sessões, o professor percebe que Daisy experimenta uma regressão e assume a personalidade de uma de suas vidas passadas, a nobre inglesa Lady Melinda Winifred Waine Tentrees, que foi julgada por traição em 1814 e executada no ano seguinte. O professor é atraído pela personalidade de Melinda e começa a investigar o caso de Daisy, descobrindo os seus extraordinários dons psíquicos. Enquanto o professor busca respostas, o reitor da universidade fica sabendo dessas experiências que classifica de "misticismo" e tenta forçá-lo a encerrar as investigações ou se demitir.

TÍTULO ORIGINAL: On A Clear Day You Can See Forever
ANO DE PRODUÇÃO: 1970
TIPO DE FILMAGEM:Technicolor ®
ELENCOBarbra Streisand, Yves Montand, Bob Newhart, Jack Nicholson
DIREÇÃOVincente Minnelli
ROTEIROAlan Jay Lerner

TRAILER DO FILME em 240p 

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CRÍTICA DO SITE por CAINÃ MOURA

"Os talentos do aclamado diretor Vincente Minnelli e da lendária Barbra Streisand se combinam para criar esta produção da Broadway nas telas, em grande estilo..."
- Paramount DVD-

Logo quando o filme começa e vemos aquelas cores vibrantes, aquela voz incrível e uma abertura colorida que parece hipnotizar o telespectador, podemos imaginar que será um ótimo filme. Confirmamos ao ver os nomes resplandecentes de Barbra Streisand e depois de Vincente Minnelli, e como se já não bastasse essas "lendas" juntas, para completar, a presença de Jack Nicholson no filme, o "ex-irmão" de Daisy.
O filme é realmente um dos melhores musicais já feitos por Minnelli. Tem como particularidade, passar muito tempo sem números musicais, e de uma hora para outra passar todas as músicas de vez. Mas somente Minnelli para fazer um filme tão especial e original como este. O filme é dividido em duas histórias, uma é a de Daisy e sua incontrolável vontade de fumar, e a outra é a história de Melinda, que "vive" no corpo de Daisy, que supostamente seria uma reencarnação de Melinda. 
É uma história que dá voltas, cheia de fantasia, misticismo, hipnotismo e espiritismo de certa forma. Quem um dia iria imaginar que uma história com essas características poderia virar um musical? Esse é um dos filmes que vale a pena ser assistido dublado, pois as vozes estão muito bem feitas e sincronizadas e tornando as piadas e tiradas mais engraçadas. A cor então, gravada em Technicolor em fortes cores, combinando com as roupas da época que eram extremamente coloridas...
Todas as músicas do filme são ótimas, mas vale o destaque de On a Clear Day You Can See Forever, mas a versão da Barbra e não a de Yves Montand, que eu quase iria me esquecendo de mencionar, mas realmente Barbra dispensa comentários e é realmente quem rouba a cena e dá brilho ao filme. Destaque também para "Hurry! It's Lovely Up Here!", onde é mostrado o "poder" de Daisy de fazer as plantas crescerem mais rápido, "Go To Sleep", onde Barbra é duplicada na cena e "Come Back to Me", cantada por Yves e o mais envolvente, engraçado e criativo número musical do filme, onde Daisy ouve a música de Marc em todos os cantos, até da boca de uma criança ou de um cachorro!
Realmente, o filme, os atores, direção e locação dispensam comentários! Assistam e tirem suas próprias conclusões, não vão se arrepender...

> CURIOSIDADES 

> Alan Jay Lerner fez inúmeras mudanças para adaptar a sua peça para o cinema. O personagem do professor francês Marc Chabot era originalmente austríaco e se chamava Mark Bruckner. A época em que viveu Melinda passou para uma ou duas décadas depois e a sua situação familiar também era diferente. Na peça, Melinda morre no mar e não em uma execução. A reencarnação de Melinda como Daisy não fica clara mas no filme isso acontece de fato. O meio-irmão de Daisy, Tad Pringle, foi criado para o filme. Jack Nicholson que fez o personagem, teve uma cena musical cortada da edição final. O futuro da relação de Daisy e Marc também foi alterado e muitos números musicais foram excluídos do filme, um pena...
As locações foram em Nova Iorque, no Central Park, Lincoln Center for the Performing Arts, no Edíficio da Pan Am (MetLife Building), na escadaria Upper West Side e nas avenidas Lexington e Park Avenue em Manhattan. As cenas no Reino Unido foram filmadas no Pavilhão Real em Brighton, Kemp Town e em East Sussex.
A Paramount Pictures planejara um filme de três horas, mas os executivos pediram a Vincente Minnelli que o encurtasse em uma hora.

> TUDO SOBRE O DVD (Paramount DVD - 2010)

> O DVD foi lançado recentemente pela Paramount, mas a versão está ótima, vindo com uma luva no mesmo desenho da capa plástica. Por dentro da capa, também existe um imagem que também é a mesma da capa e da luva...
> Apesar de ter sido lançado recentemente, a versão é uma Edição Limitada e foi fabricada poucos exemplares, por isso se você ver a venda, não perca a oportunidade e compre!
> A imagem e o som estão ótimos, podendo ser escolhido entre 5.1 (Inglês) e 2.0 (Português), mas mesmo em 2.0, nunca vi um som tão limpo e de tão boa qualidade.
> Apesar da edição ser muito boa e muito bonita, não existe nenhum extra, nem sequer um trailer ou uma galeria de fotos...
> Como eu já disse, a Edição é Limitada e é um exclusividade da "Livraria Cultura", por isso nem adianta procurar em outro lugar... O preço não é salgado, podendo variar da loja e da sua sorte, o preço fica entre R$13,00 e R$ 20,00.

Por isso esse filme merece:


CINCO ESTRELAS


SELO GOLDEN FILM


FONTES: Wikipedia -IMDb 
IMAGENS: FanPop - All Star Pics


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Prelúdio para Matar (Deep Red/Profondo Rosso) - 1975

Olá pessoas! Estamos voltando depois de um mês sem postagens! Peço desculpas pela demora... O motivo foi que esse mês foi realmente muito conturbado para mim e apesar da vontade que tinha de postar, não podia. Mas o que importa é que ainda continuamos na ativa, mesmo com alguns atrasos! Vejam abaixo a postagem sobre o filme "Profondo Rosso" do mestre Dario Argento! Até mais pessoal!



O pianista inglês Marcus Daly (David Hemmings, de Blow Up: Depois Daquele Beijo) testemunha o brutal assassinato de uma famosa médium, mas não consegue identificar o criminoso. Ele se une à repórter Gianna Brezzi (Daria Nicolodi) e decide investigar o caso, mergulhando num submundo perigoso, onde cada passo pode ser fatal, sempre observado pelo homicida desconhecido. 

TÍTULO ORIGINAL: Profondo Rosso
ANO DE PRODUÇÃO: 1975
TIPO DE FILMAGEMEastmancolor®
ELENCODavid Hemmings, Daria Nicolodi, Gabriele Lavia, Macha Méril
DIREÇÃO: Dario Argento
ROTEIRODario Argento, Bernardino Zapponi

TRAILER DO FILME em 360p

GALERIA DE FOTOS


CRÍTICA DO SITE por CAINÃ MOURA

"Este Jovem está começando a me preocupar!"
-Alfred Hitchcock sobre Dario Argento, depois de assistir "Profondo Rosso"-

Esse é mais um Giallo do mestre Dario Argento, um dos percursores do gênero, juntamente com Mario Bava. Argento realmente caprichou nesse filme, o qual eu tenho como um dos melhores de toda a sua carreira. Cada cena é um mistério inquietante, onde você deve perceber cada detalhe, e quando eu digo "cada detalhe" não é exagero, e tudo parece ser pistas para encontrar o assassino. 
Muitas delas podem ser falsas, mas outras são bastantes verdadeiras e até óbvios para os olhos mais aguçados. Até mesmo, quem vê o primeiro assassinato, o da médium Helga Ulmann, percebe que tem algo estranho nos quadros, mas ainda assim não consegue saber bem o que é. 
Dario Argento realmente é um mestre, e posso repetir isso várias vezes nessa crítica! Cada detalhe, em cada cena, deve ser visto e revisto por inúmeras vezes para que se possa perceber os minuciosos detalhes que só depois nos damos conta que são muito importantes, ou não. Por exemplo, logo no começo, quando as cortinas do teatro onde Helga dá um entrevista se abrem, no canto da tela aparece um senhor fumando com uma luva preta idêntica ao do assassino. Seria ele o mentor de todos aqueles assassinatos? 
Esse é um daqueles filmes onde não se pode esperar que o assassino seja um personagem principal, pode ser até um figurante, ou aquela pessoa que olha desconfiado, ou que dá um simples "Olá" para o personagem. Tudo é completamente surreal, desde as imagens e lances da câmera, como a trilha sonora da banda Goblins, que trabalha para Dario pela primeira vez. Tudo bem que em certos momentos a trilha pode até ser irritante, mas na maioria dos casos, a música embala muito bem as cenas das mortes cheias de sadismo, e isso é o que faz o filme ficar ainda mais interessante. 
O boneco de corda pálido com um sorriso perturbador que é usado em uma das cenas, não parece pedalar e sim flutuar pelo Set. Para as pessoas que veem o filme sem o olhar crítico, diz que a cena era desnecessária, e que o boneco não precisava participar do filme, mas quem vê com o lado crítico, percebe que o boneco foi colocado alí para dar uma ar ainda mais surreal e louco do filme, onde a risada do boneco e a música de ninar ecoa até hoje pelos ouvidos de quem assistiu e nunca mais esqueceu. O boneco fez tanto sucesso que o criador se "Jogos Mortais" se inspirou nele para criar o personagem "Billy", que anda em seu triciclo vermelho, assim como o boneco de Dario.
Não há o que discutir que a obra prima de Dário Argento serviu de base para muitos cineastas e filmes de terror atuais. O sadismo, um dos símbolos do Giallo, também é muito presente nos filmes atuais, como "Jogos Mortais" e "O Albergue". Mas nenhuma cena sádica substitui a machada nas costas de Helga, ou as queimaduras feitas por água quente na banheira! Cada morte, cada cena, cada minuto que se passa, o filme fica ainda mais surpreendente.
Daria Nicolodi e David Hemmings dispensam comentários, ambos estão em ótimas atuações, mas não só eles, todos os atores estão ótimos, o que faz o filme ficar ainda melhor. Realmente, esse filme dispensa cometários em tudo, e muito pouca coisa poderá ser igualada a este filme.
Apesar de Dario Argento certa vez ter citado que não faria de modo algum um Remake do filme, boatos estão rolando que o cineasta italiano, George Romero, que também anunciou a produção de Drácula 3-D, parece que quer produzir um Remake de "Profondo Rosso" também em 3-D. As gravações parece que eram para começar esse ano de 2011. Apesar da notícia ter sido lançada em 2010, nada ainda foi desmentido e realmente pode ser que essa notícia seja real. Mas só resta saber uma coisas: Será que Dario vai gostar mesmo dessa ideia de fazer um Remake? Eu imagino também, que se realmente esse Remake  acontecer, como será o nome dele aqui no Brasil, porque sinceramente, "Prelúdio para Matar" já é bastante ridículo, e errar duas vezes é muita burrice! Está certo que "Vermelho Profundo" não é um dos melhores nomes, mas pelo menos eu acho melhor que o atual.
Bom, acho que não falta mais nada a dizer e para finalizar, só me resta falar uma coisa: Dario Argento é um mestre...

> CURIOSIDADES:

> Assim como Fritz Lang fazia, as cenas das mãos do assassino, vestido com luvas de couro preto, eram do próprio Dario Argento.
Co-escritor Bernardino Zapponi disse que a inspiração para as cenas assassinato veio de Argento e ele fez pensando em lesões dolorosas que o público pudesse também "sentir". Basicamente, nem todos sabem a dor de ser atingido por uma arma, mas todos têm em algum momento acidentalmente atingido por um móvel ou sido queimado com água quente.
Após o sucesso internacional do próximo filme de Dario Argento, Suspiria (1977), Profondo Rosso foi lançado no Japão sob o título Suspiria 2 mesmo não tendo conexões com a trama de "Suspiria" e foi feito dois anos antes de Suspiria.

> TUDO SOBRE O DVD (London Films - 2005)

> O filme está somente disponível com legendas em Português.
> O áudio do filme é em Inglês, oscilando em partes para Italiano. 
> Nas "oscilações",quando entra o áudio em Italiano, não existe legendas, dificultando o entendimento da cena, mas não chega a ser nada que possa atrapalhar no enredo do filme.
> Apesar de muitas pessoas acharem chato essas "Oscilações" de Inglês para Italiano, apesar de não conter legendas, eu acho fica até legal, dando até um certo "charme" ao filme.
> A qualidade de Som e Imagem são perfeitas! Apesar de na capa dizer que o som é em 2.0, na realidade o som é 5.1, que é muito melhor do que o 2.0.
> A versão lançada aqui no Brasil pela London, é a melhor existente, sem cortes com 126 minutos!
> A arte de capa não é muito atraente, e não tem nada de muito especial, assim como os detalhes especiais no DVD, que não contem Extras e nem ao menos um Trailer ou uma mínima sinopse, mas o conteúdo é o que importa e devemos agradecer a -infelizmente- extinta London Films, por ter distribuído esse filme!
> Como já citei inúmeras vezes, a London fechou suas portas, o que implica dizer que hoje em dia é muito difícil de achar o DVD a venda nas lojas. Quem tem o DVD nas mão a essa hora está muito feliz, e quem não tem infelizmente vai ter um pouco de trabalho pra adquiri-lo a essa altura...

Por isso esse filme merece:
 CINCO ESTRELAS

SELO GOLDEN FILM


FONTES: CinePlayers
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